Rosario López Gómez: uma mãe com o coração partido

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Rosario López Gómez (de Marquez), 56 anos

Morreu em 29 de setembro de 1964 devido a negligência médica enquanto estava aprisionada por causas políticas

A família de Rosario era do norte da província de Camagüey. A família inteira foi acusada de ajudar os rebeldes anti-Castro e julgada nos processos realizados nas montanhas (Registro Processual nº 533 de 1964). O marido e um filho cumpriram 12 anos de prisão; outro filho cumpriu 18 anos. Rosario foi enviada, junto com outras mulheres em circunstâncias semelhantes, para uma mansão em Miamar, Havana, abandonada por uma família que fugira da ilha e que fora convertida em um centro de detenção. Foi-lhe negado tratamento médico para sua hipertensão e ela faleceu de um ataque cardíaco.

Fontes: Entrevistas, pessoalmente e por telefone, com Amado Marquez, filho, 2005-2007. Fundação Nacional Cubano-Americana, Quilt of Fidel Castro’s Genocide, 1994. WAQI-Radio Mambí, List of victims, p. 41.

Venezuela: cada dia mais pobres

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A renda da maioria dos venezuelanos é insuficiente para adquirir produtos de primeira necessidade para alimentar-se, cuidar da saúde ou ao menos deslocar-se em transporte público.
Por Editorial Diario Las Américas, 05 de dezembro de 2017.

O fenômeno da hiperinflação atinge todas as classes, no entanto, são os setores de menor renda os mais prejudicados. Já não se trata apenas de escassez, mas de poder comprar o que se consegue.

A renda da maioria dos venezuelanos é insuficiente para adquirir produtos de primeira necessidade para alimentar-se, cuidar da saúde ou ao menos deslocar-se em transporte público.

Com uma moeda completamente desvalorizada, com uma taxa de câmbio real que supera os 100.000,00 bolívares por dólar, é impossível para um venezuelano vencer a corrida dos preços de qualquer produto em uma economia dependente das importações.

O drama dos venezuelanos é tal que, de acordo com a estimativa da empresa privada Econométrica, a inflação diária em novembro foi de 1,67%, o equivalente à inflação mensal de um país como a Colômbia.

Em um ambiente como o venezuelano, não há planejamento possível e muito menos capacidade de poupança; o que há é uma luta dolorosa para sobreviver ao dia a dia e obter o indispensável.

Lamentavelmente, o governo não possui o recurso humano, nem uma estrutura produtiva nem muito menos a disposição para enfrentar essa crise hiperinflacionária. O regime de Nicolás Maduro é o único responsável por uma crise que fez com que os alimentos básicos tivessem seus preços elevados em mais de 800% nas últimas cinco semanas.

A hiperinflação, refletida em um aumento dos preços de mais de 50% nos últimos dois meses, é uma amostra do que o chamado Socialismo do Século XXI é capaz de fazer. Quando a América Latina parecia ter superado as hiperinflações, a Venezuela demonstra que um modelo equivocado é capaz de reproduzir velhos e dramáticos problemas econômicos e sociais, que acabam prejudicando a qualidade de vida de seus cidadãos.

Poder pagar pelas coisas é apenas uma das muitas batalhas diárias dos venezuelanos. O dinheiro em espécie também é escasso e encontrar as notas necessárias para o mínimo é uma angústia constante; as pessoas são forçadas a suportar longas filas nos caixas eletrônicos e nos bancos para sacar quantidades que, devido à taxa do dólar paralelo, talvez equivalham a centavos de dólar.

Não há forma de frear essa situação senão por uma mudança de modelo, e isso não é possível com o chavismo no poder.

100.000 visitas ao blog!

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Hoje, 04/12/2017, o blog Horror Vermelho completou 100.000 visitas desde sua criação em 29/11/2015.

A você, caríssimo leitor, agradecemos profundamente pela audiência proporcionada nesses dois anos.

Em retribuição, garantimos que os próximos serão ainda melhores!

Fraternalmente,
Comitê Editorial.

Fidel Castro, o Kim Jong-un do Caribe

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Por Pedro Corzo. Infobae, 05 de novembro de 2017.

Kim Il-sung com Che Guevara em dezembro de 1960 (esquerda), e com Fidel Castro em março de 1986 (direita). Imagem: DailyNK.

A complexa situação que enfrenta o mundo com o delírio atômico de Kim Jong-un tem mais de um precedente, mas é justo esclarecer que, apesar da complexidade da situação devido às contínuas provocações e ameaças de Pyongyang, ainda falta muito para que ela se aproxime da dos 13 dias de outubro de 1962, um momento da história em que a destruição mútua estava garantida pela capacidade demolidora dos Estados Unidos e da extinta União Soviética.

Como comenta a jornalista Margarita Rojo, foi "um momento crucial na história da humanidade porque Fidel Castro, o louco norte-coreano do Caribe, para satisfazer sua egolatria, pôs o mundo à beira da catástrofe mundial". Ela acrescenta que o mundo deve estar sempre atento a indivíduos messiânicos ao estilo de Adolf Hitler, Castro e os Kim, capazes de eliminar a humanidade para satisfazer suas megalomanias.

Cuba e Coreia do Norte estabeleceram relações públicas em agosto de 1960, vínculos que foram fortalecidos com a visita oficial de Ernesto Guevara no mesmo ano. Em 1968, durante uma visita àquele país, Raúl Castro declarou que as opiniões dos dois governos eram "completamente idênticas em tudo".

Fidel Castro viajou a Pyongyang em 1986, sendo seu governo um dos poucos solidários com a Coreia do Norte no boicote aos Jogos Olímpicos de Seúl de 1988. A família Kim considerou o governo cubano como um de seus aliados mais consistentes, situação que foi demonstrada, entre outras ocasiões, quando Havana, em um porto da ilha, carregou o navio Chong Chon Gang com 240 toneladas métricas de armamentos, entre eles dois complexos de mísseis antiaéreos Volga e Pechora, nove foguetes em partes e peças, dois aviões MiG-21bis e 15 motores desse tipo de avião. Tudo sob um carregamento de 10 mil toneladas de açúcar que foi doado ao regime norte-coreano.

É válido notar que o fundador da linhagem norte-coreana, Kim Il Sung, chegou ao poder por meio da luta armada da mesma forma que seu parceiro, Fidel Castro. O primeiro governou por 46 anos; Castro, por 49. Um e outro, para sua consolidação, contaram com o apoio da União Soviética e da China, e o inimigo natural de ambos têm sido os Estados Unidos.

As diferenças entre os dois países são notáveis em alguns aspectos. Por exemplo, o ditador norte-coreano chegou à arma atômica e aos meios para seu transporte por seus próprios recursos e esforços, sem que isso signifique que não contou com a ajuda de alguns de seus aliados. Por outro lado, o déspota antilhano converteu Cuba em uma plataforma nuclear soviética por decisão própria, o que resultou numa crise sem precedentes na história mundial. Castro confirmou sua insanidade ao propor ao líder soviético Nikita Khruschov usar as armas nucleares primeiro contra os Estados Unidos, proposta que determinou que os mísseis e ogivas nucleares localizados na ilha fossem retirados contra sua vontade. Ao que Castro respondeu tentando impedir que centenas de ogivas nucleares táticas retornassem à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, no que também fracassou.

As semelhanças entre ambos os países são poucas, mas idênticas as tiranias, com o denominador comum de desdenhar seus próprios povos, mergulhar seus governados na extrema miséria e estar dispostos a que o mundo exploda, desde que com isso consigam que suas respectivas dinastias sobrevivam.

As linhagens Castro e Kim exploram seus súditos de maneira muito similar. A Coreia do Norte aluga seus servos à China e à Rússia, entre outros países, e o governo de Cuba arrenda seus profissionais da saúde e da educação a quem pague melhor. Em suma, eles dispõem de escravos em pleno século XXI, que Havana e Pyongyang exploram, porque contam com a assistência de mais de um país cúmplice dessas violações.

Ambos os regimes praticam a repressão generalizada: uma total censura da imprensa, um controle estrito sobre a vida do cidadão, suas prisões contêm inúmeros presos políticos e uma quantidade importante de seus cidadãos se viu obrigada a abandonar o país natal por causa dos abusos do governo e das penúrias econômicas que este provoca. Além disso, revelaram ser, ao longo dos anos, Estados agressores, patrocinadores do terrorismo, promotores da subversão e desestabilização dos países vizinhos.

Fonte.

Comunismo: as vítimas pelos números

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Dissident, 28 de julho de 2016.

Quantas vítimas foram sacrificadas pelo comunismo? A resposta depende da definição de vítima. Em um sentido, todo homem ou mulher que vive sob um regime comunista é uma vítima, uma vez que essa ideologia tirânica restringe seus direitos e nega sua dignidade humana. Segundo essa definição, somente na China há quase 1,4 bilhão de vítimas atuais do comunismo, para não mencionar os aproximadamente 130 milhões de vítimas no Vietnã, Coreia do Norte, Cuba e Laos. Isso representa uma em cada cinco pessoas vivas hoje. Acrescente as várias gerações que sofreram sob a tirania soviética e complete com as dos outros países do bloco comunista e o número de vítimas sobe para bilhões.

Uma definição mais restrita de vítima limitar-se-ia àquelas pessoas cujas vidas foram subitamente aniquiladas ou dramaticamente encurtadas pelos atos e políticas dos estados comunistas. Pondo de lado os debates historiográficos sobre intencionalidade, é razoável ir além das execuções e incluir aqui as políticas estatais de cuja implementação esperar-se-ia resultar na morte de inocentes. As políticas stalinistas de requisições forçadas de alimentos na Ucrânia, por exemplo, levaram à fome; e as deportações em massa para a Sibéria sem provisões adequadas ao clima frio resultaram na morte de milhões. Os exemplos não param.

Compreensivelmente, os números envolvidos nesta contagem estão sujeitos a desacordos. Alguma interpretação dos registros histórico e político é necessária, e diferenças com base em definições, metodologias ou preconceitos podem surgir. Há estudiosos que procuram minimizar o número de mortos, e outros que procuram maximizá-lo. Visto que muitas vítimas do comunismo morreram anonimamente, sem registro, nunca haverá uma lista abrangente de nomes das vítimas do comunismo, de modo que sempre dependeremos de estimativas.

Sem pretensão de estabelecer o valor teórico de quaisquer estimativas específicas, é um exercício valioso simplesmente observar quão amplamente elas variam, porque mesmo as mais baixas representam uma profunda denúncia moral do sistema político comunista.

Talvez as estimativas mais conhecidas sejam as fornecidas em O Livro Negro do Comunismo (1997), que são as seguintes:

China: 65.000.000

URSS: 20.000.000

Camboja: 2.000.000

Coreia do Norte: 2.000.000

África: 1.700.000

Afeganistão: 1.500.000

Europa Oriental: 1.000.000

Vietnã: 1.000.000

América Latina: 150.000

Movimentos internacionais fora do poder: 10.000

Quando o livro foi publicado, o número total estimado de mortes era 94.360.000. Durante os últimos 19 anos, muitos estudiosos reexaminaram a história dos governos comunistas e procuraram determinar estimativas revisadas e mais precisas sobre o custo humano do comunismo. Por exemplo, em A Grande Fome de Mao, Frank Dikötter estima que 45.000.000 chineses pereceram — em vez dos 30.000.000 geralmente estimados — como resultado da fome que durou de 1958 a 1962 e que é diretamente atribuível às decisões dos líderes comunistas chineses. Os primeiros anos da República Popular, de 1949 a 1953, também estão sendo reavaliados após terem sido considerados por muito tempo uma era de ouro revolucionária.

Uma breve pesquisa oferece as seguintes estimativas baixas e altas para o número de pessoas que morreram nas mãos dos regimes comunistas:

China: 29.000.000 (Brzezinski) a 78.860.000 (Li)

URSS: 7.000.000 (Tolz) a 69.500.000 (Panin)

Coreia do Norte: 1.600.000 (Rummel, Lethal Politics; cifra de assassinatos) a 3.500.000 (Hwang Jang-Yop, citado na AFP; cifra de mortes pela fome)

Camboja: 740.000 (Vickery) a 3.300.000 (Math Ly, citado na AP)

África: 1.700.000 (Livro Negro) a 2.000.000 (Fitzgerald; Etiópia apenas)

Afeganistão: 670.000 (Zucchino) a 2.000.000 (Katz)

Europa Oriental: 1.000.000

Vietnã: 1.000.000 (Livro Negro) a 1.670.000 (Rummel, Death by Government)

América Latina: 150.000

Movimentos internacionais fora do poder: 10.000

A combinação das cifras baseadas nas estimativas consideradas, que derivam de trabalhos acadêmicos, trabalhos jornalísticos, biografias e estatísticas fornecidas por governos, vai de 42.870.000 a 161.990.000. Embora pessoas de bom senso discordarão de boa fé sobre o ponto em que o número verdadeiro começa a ser falso, qualquer número dentro desse intervalo deve provocar horror e reprovação. E, como mencionado anteriormente, essas cifras estimam somente o número de pessoas que foram mortas, não as que foram torturadas, mutiladas, presas, deportadas, expropriadas, reduzidas à pobreza ou enlutadas. Estes muitos milhões também são vítimas do comunismo. A cifra frequentemente citada das mortes causadas pelo comunismo, 100 milhões, encontra-se em meio a esse intervalo de estimativas. À medida que estudiosos continuam a estudar a história da União Soviética, da República Popular da China e de outros regimes comunistas, e à medida que ganham acesso a registros anteriormente inacessíveis, a escala dos crimes do comunismo tornar-se-á cada vez mais elucidada.

Trabalhos consultados

Brzezinski, Zbigniew. Out of Control: Global Turmoil on the Eve of the 21st Century. New York: Simon and Schuster, 2010.

Courtois, Stéphane, Nicolas Werth, Jean-Louis Panné, Andrzej Paczkowski, Karel Bartošek, and Jean-Louis Marolin. The Black Book of Communism. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1999.

“Cambodians Recall Massacres.” AP, May 22, 1987.

Fitzgerald, Mary Anne. “Tyrant for the taking.” The Times (London), 20 de abril de 1991.

Katz, Lee Michael. “Afghanistan’s President is Ousted.” USA Today, 17 de abril de 1992.

Li, Cheng-Chung. The Question of Human Rights on China Mainland. Republic of China: World Anti-Communist League, 1979.

Panin, Dimitri. Tradução de John Moore. The Notebooks of Sologdin. New York: Harcourt Brace Jovanovich, 1976.

Rummel, R. J. Death by Government. New Brunswick, N.J.: Transaction Publishers, 1994.

Rummel, R. J. Lethal Politics: Soviet Genocide and Mass Murder Since 1917. New Brunswick, N.J.: Transaction Publishers, 1990.

Tolz, Vera. “Ministry of Security Official Gives New Figures for Stalin’s Victims.” Radio Free Europe/Radio Liberty Research Report. 1 de maio de 1992. (A cifra de 7 milhões de execuções diretas sob Stalin, dada por um membro dos serviços de segurança que dirige uma comissão de reabilitação, pode ser tomada como referência absoluta, à qual devem ser acrescentadas as muitas mortes dos internados nos campos de trabalho forçado e as mortes anteriores e posteriores ao período de Stalin.)

“Top defector says famine has killed over three million Koreans.” Agence France Presse, 13 de março de 1999.

Vickery, Michael. Cambodia 1975 – 1982. Boston: South End Press, 1984.

Zucchino, David. “’The Americans … They Just Drop Their Bombs and Leave.’” Los Angeles Times, 2 de junho de 2002.

O website de Matthew White, Necrometrics [Necrometria], fornece uma compilação útil de estimativas acadêmicas do número total de mortes dos principais acontecimentos históricos.

Vítimas da Revolução Cubana - Relatório de 25 de janeiro de 2012

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Atualização de 25 de janeiro de 2012
- Pesquisa em andamento -

Total de casos documentos até agora: 10.500

Regime de Batista: 10 de março de 1952 - 31 de dezembro de 1958
Incluindo combates
Mortes e desaparecimentos atribuídos ao regime de Batista: 1.245
Mortes e desaparecimentos atribuídos a ações contra o regime de Batista: 387
Mortes e desaparecimentos atribuídos a acidentes (forças anti-Batista): 5
Mortes e desaparecimentos de atribuição incerta: 47
Total: 1.684

Regime de Castro: 1 de janeiro de 1959 - presente
Mortes e desaparecimentos atribuídos ao governo cubano
Fuzilamentos: 3.615
Assassinatos extrajudiciais: 1.253
Desaparecimentos (a maioria presumivelmente em tentativas de fuga): 138
Presos políticos em greve de fome: 13
Negligência médica na prisão: 254
Suicídios de natureza política, a maioria na prisão: 136
Acidentes (a maioria na prisão, resultado de negligência): 99
Ataque terrorista ou ataque a civis no exterior: 8
Outras mortes de natureza política: 54
Mortes ou desaparecimentos por causas indeterminadas: 198
Mortes em tentativa de fuga:
Por afogamento, desidratação etc. 132
Desaparecimentos 968
Mortes em combate ou desaparecimentos em insurgências: 1.007
Total: 8.150

Mortes e desaparecimentos em ações contra o governo cubano
Sem combate: 298
Mortes em combate ou desaparecimentos em insurgências: 227
Mortes e desaparecimentos causados por Forças Armadas de outros países: 28
Total: 549

Mortes e desaparecimentos atribuídos a outros: 83
Mortes e desaparecimentos de atribuição incerta: 131
Total: 214

TOTAL: 10.500

Fonte: Banco de dados de casos documentados, www.CubaArchive.org/database/

Arquivo Cuba - Projeto Sociedade Livre / P.O. Box 529 / Summit, NJ 07902 U.S.A.
info@CubaArchive.org / Tel. (973)701-0520 / Fax (973)701-0521
www.CubaArchive.org

Todos os direitos reservados, Projeto Sociedade Livre, 2012.

Fonte.

O comunismo em Cuba: estatísticas do genocídio

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Por Matthew White.

Esta publicação é parte do website Atlas Histórico do Século 20, mantido por Matthew White*. (N. do T.)


36. Cuba (1959 et seq.)
  • Regime de Fidel Castro (1959- )
    • Skidmore: 550 execuções nos primeiros seis meses de 1959
    • Gilbert: Mais de 2.000 executados.
    • WHPSI: 2.113 execuções políticas no período de 1958-67
    • Hugh Thomas, em Cuba ou os caminhos da liberdade (1974): "talvez" 5.000 execuções até 1970.
      • Em acréscimo, Thomas menciona (desfavoravelmente: "... não há certeza")
        • Serviço Cubano de Informação, 1963:
          • 2.875 executados após julgamento
          • 4.245 executados sem julgamento
          • 2.962 mortos em combate contra o regime de Castro.
        • Caldeville (1969)
          • 22.000 assassinados ou mortos na prisão.
          • 2.000 mortos afogados em tentativa de fuga
    • 27 dez. 1998 AP (publicado no Star Tribune and Buffalo News, et al. de Minneapolis):
      • cita Hugh Thomas: 5.000 podem ter sido executados até 1970
      • "... nos últimos anos, as penas capitais têm sido raras."
    • Fundação Nacional Cubano-Americana (1997): 12.000 execuções políticas (http://www.canfnet.org/english/faqfutur.htm)
    • 11 Dez. 1998 New Statesman: 18.000 mortos ou desaparecidos desde 1959 (citando a Fundação Nacional Cubano-Americana)
    • Mario Lazo, Dagger in the Heart: American Policy Failures in Cuba (1968):
      • 15.000 assassinados até 1967.
      • 35.000 refugiados afogados (com base no índice de 75% de mortalidade, o que parece alto. cf. as taxas vietnamita e haitiana de mortes.)
      • Total: 50.000
    • Rummel (1959-87):
      • Execuções: 15.000
      • Balseiros afogados: 51.000 (com base no índice de 75% de mortalidade. Ver acima)
      • Mortos na prisão: 7.000
      • TOTAL: 73.000
    • 22 Fev. 1999 Houston Chronicle (artigo de Agustín Blázquez): 97.000 mortes causadas por Castro. Este número parece ter vindo originalmente de um estudo não publicado por Armando Lago [http://www.nocastro.com/archives/gohome.htm], que aparentemente agora estima o total de mortes em 116.730-119.730, a maioria das quais (85.000) por desaparecimento no mar. [http://www.cubanueva.com/cubahoy/politica/1211_COSTOHUMANO-REVOLUCION.htm] Como a maioria das fontes que aparecem apenas em jornais e na internet, tenha cuidado.
    • ANÁLISE: A linha divisória entre opositores e não opositores do regime castrista está na faixa de 5.000-12.000 mortes.
  • Baía dos Porcos (1961): 300.000 (B&J; Hartman)

Lista de fontes citadas

"B&J": Jacob Bercovitch and Richard Jackson, International Conflict: A Chronological Encyclopedia of Conflicts and Their Management 1945-1995 (1997).

Gilbert, Martin, A History of the Twentieth Century (1997).

Rummel, Rudolph J.: China's Bloody Century: Genocide and Mass Murder Since 1900 (1991); Lethal Politics: Soviet Genocide and Mass Murder Since 1917 (1990); Democide: Nazi Genocide and Mass Murder (1992); Death By Government (1994), http://www2.hawaii.edu/~rummel/welcome.html.

Skidmore, Thomas E. (and Peter H. Smith), Modern Latin America, 4th ed., 1997.

Thomas, Hugh. Cuba ou os caminhos da liberdade. 2.ed. Amadora: Livraria Bertrand, 1974.

"WHPSI": The World Handbook of Political and Social Indicators, por Charles Lewis Taylor.

Sobre o autor

* Matthew White é o criador do website Historical Atlas of the 20th Century, contendo mapas interativos e informações sobre conflitos políticos ao redor do mundo. Seus dados já foram citados por 377 livros publicados e 183 artigos acadêmicos. Ele mora em Richmond, Virgínia, EUA. Seu livro O Grande Livro das Coisas Horríveis, uma crônica das 100 piores atrocidades cometidas pela humanidade, foi publicado pela Rocco.

Regime castrista: matando continuamente por quase seis décadas

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O regime cubano mata sistematicamente desde o início de sua ditadura, há 57 anos. 345 mortes e desaparecimentos documentados ocorridos no mês de novembro, como em qualquer outro mês, ilustram as atrocidades generalizadas cometidas ao longo de décadas e que continuam até hoje, ceifando milhares de vidas. Este é o trágico inventário que o Arquivo Cuba se sente obrigado a sumariar.

Amostra de vítimas no mês de novembro

O jornalista independente e ex-preso político, Jorge Alberto Liriado Linares, de 67 anos, morto em 14 de novembro de 2016 em Camagüey. Ele fora sistematicamente assediado e ameaçado por agentes da polícia política e, em 27 de outubro, teve um ataque cardíaco após discutir com um agente da Segurança do Estado. Foi interrogado mesmo quando estava no hospital e, depois de onze dias, liberado a despeito de suas objeções e das de seus amigos devido à sua condição debilitada. Estava sem ter onde morar, pois perdera recentemente sua casa, e, embora anêmico, não tinha condições para adquirir a dieta especial que lhe fora prescrita. A negligência médica deliberada e a perseguição política aberta levaram à sua morte.

O ativista de direitos humanos Arcelio "Chely" Molina Leyva, de 53 anos, morto em 15 de novembro de 2016 em Havana. Supostamente caiu do telhado de sua casa durante a madrugada e morreu perfurado por uma cerca pontiaguda. Os opositores cubanos, preocupados com as mortes suspeitas de vários ativistas de direitos humanos nos últimos anos, questionam as circunstâncias de sua morte. "Chely" assistia os presos políticos e sua casa servia como sede da UNPACU em Havana, movimento de oposição situado na província de Oriente.

Dario Andino León, de 18 anos, morreu em 18 de novembro de 2014 numa unidade militar em Cienfuegos. Dario estava terminando o serviço militar obrigatório sob as difíceis condições habituais. Com autorização para estar em casa, ele e cerca de vinte vizinhos lançaram-se ao mar em uma embarcação rústica tentando fugir de Cuba. Cinco dias mais tarde, após uma terrível provação no mar, eles foram resgatados pela Guarda Costeira dos Estados e retornaram a Cuba. Depois de passar vários dias no hospital, ele foi novamente enviado à província de Cienfuegos e preso por desertar do serviço militar, mantido numa cela de castigo em solitária. Dias depois, as autoridades informaram que Dario se enforcara com um lençol, embora aos prisioneiros não sejam permitidos lençóis ou outros tecidos nas celas de castigo. Deixou uma jovem esposa e uma filha de um mês.

Gerardo Contreras Hernández e Antonio Hernández Rivero foram assassinados em 26 de novembro de 1990 em La Coloma, província de Pinar del Río. Gerardo, um afro-cubano de cerca de 25 anos, estava em uma festa de aniversário com vários amigos, ouvindo música e bebendo. Um policial local apareceu e disse-lhes que tinham que parar a música, e avisou que voltaria para garantir que cumprissem. Quando ele voltou, a música ainda tocava. Gerardo começou a discutir com ele; o policial sacou sua arma e atirou nele. Seu amigo, Antonio Hernández, estava perto quando ouviu os tirando e veio correndo. Quando viu que Gerardo fora assassinado, ele começou a discutir com o policial, que novamente sacou sua arma e também o matou a tiros. Os demais participantes da festa foram julgados e condenados a quatro anos de prisão (presume-se que o policial não foi processado).

Marcelo Díaz González foi presumivelmente assassinado em 9 de novembro de 1973 nas dependências da Segurança do Estado em Santa Clara, província de Las Villas. Marcelo estava detido na prisão rural de Manacas. Poucos dias antes de cumprir sua sentença, foi levado à sede da Segurança do Estado (G-2) na cidade de Santa Clara para ser interrogado. Sua família foi informada de que ele cometera suicídio enforcando-se em sua cela, mas seu corpo apresentava evidências de um espancamento selvagem, com hematomas e feridas, incluindo o rosto.

José Angel Masó Hernández, 8 de novembro de 1975, morto na prisão Kilo 5 1/2 em Pinar del Río. Preso político de cerca de 35 anos que fora preso por conspirar contra os poderes do Estado. Como punição por recusar-se a participar das sessões de doutrinação política, Masó recebeu injeções diárias de uma substância desconhecida por ordens do diretor da prisão. Vomitou diariamente até morrer, sem receber atendimento médico. Os funcionários da prisão alegaram que ele morreu de um ataque cardíaco.

Florentino Peláez, filho, 17 anos, e seu pai, de mesmo nome, fuzilados em 15 de novembro de 1963 em Santa Clara, província de Las Villas. O pequeno fazendeiro e seu filho foram fuzilados por colaborar com insurgentes que lutavam contra o regime comunista de Castro. Seu sangue lhes foi extraído à força antes da execução (Cuba vendia sangue secretamente para outros países). O filho foi executado primeiro, na frente de seu pai.

UMA REFLEXÃO PELO DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS. Ao reunir e relatar as histórias das vítimas do regime cubano, esperamos que os outros povos e nações compreendam sua natureza abominável e sintam-se compelidos a apoiar o povo de Cuba a obter as liberdades a que tem direito. Honramos também a memória daqueles que pagaram o maior preço e procuramos fomentar uma cultura de respeito pela vida e pelo Estado de direito. Este trabalho é um presente às gerações presentes e futuras que merecem viver em liberdade e só é possível graças à generosidade e aos esforços voluntários daqueles que partilham dessa visão. Somos muito gratos a todos os que apoiam e seguem nosso trabalho, e, neste Dia de Ação de Graças, oferecemos a vocês e a seus entes queridos nossos melhores votos. Nossa esperança é que as sementes da paz e da compaixão se espalhem em Cuba e no mundo.

Fonte.

Recordando as vítimas de Che Guevara

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Por Alberto de La Cruz, Babalú Blog, 8 de outubro de 2017.

Imagem: Young America's Foundation (YAF). Confira a tradução abaixo.

Che Guevara foi um terrorista internacional e assassino em massa. Durante suas campanhas violentas para impor o comunismo aos países latino-americanos, Che Guevara treinou e liderou os esquadrões de fuzilamento do regime de Castro, os quais executaram milhares de homens, mulheres e crianças.

Todos as pessoas exibidas nesta fotomontagem foram assassinadas por Che e pelo regime cubano, revelando a verdade sobre a hipocrisia cruel e assassina por trás da imagem de Che e reconhecendo suas incontáveis vítimas — conhecidas e desconhecidas.

Furacão Irma: os Castro festejam enquanto Cuba afunda

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Diario Las Amércas, 12 de setembro de 2017, por Juan Juan Almeida Garcia.

Membros da família Castro comemoram o dia da Virgem da Caridade do Cobre na Basílica Menor do Convento de São Francisco de Assis, em Havana Velha. Cortesia Diario Las Americas.

HAVANA - Na manhã de sexta-feira 8 de setembro, dia em que os devotos de nossa padroeira, a Santíssima Caridade do Cobre, celebram esta divindade, o poderoso Furacão Irma, categoria 5, atacou o oriente de Cuba com todas as suas forças.

O ataque de ondas imensas, fortes chuvas e ventos de furacão provocou danos que, precisamente devido à sua extensão, são difíceis de calcular, e ainda mais difíceis de reparar. A imprensa oficial reconhece a perda de pelo menos dez vidas.

O General do Exército, Raúl Castro, em um ato da mais alta hipocrisia, escreve e publica no jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista, uma declaração, um tanto folclórica, que intitulou "Apelo ao nosso resistente povo" e termina convidando a enfrentar – cito – "a recuperação com o exemplo do Comandante-em-Chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz".

É evidente que a solidariedade é um princípio ético universal que devemos todos praticar; mas não a partir de uma ladainha estéril que, como objetivo único, procura manipular a esperança do povo, como é o caso do discurso emitido pelo governante.

De olhos rasgados e miserável talento, o mais jovem dos Castro, que atua na linha de sucessão como como presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, mostra-se fraternal para com milhares de cubanos que perderam tudo e provavelmente não sabem que, na mesma tarde desse dia, 8 de setembro, enquanto Baracoa e todo o norte oriental da ilha sofriam o efeito destrutivo dos ventos que ultrapassavam os 200 quilômetros por hora e que, além do pânico, causavam sérios danos ao sistema elétrico, às habitações e às plantações, a família Castro, ou pelo menos a parte famosa desse clã, permanecia reunida e comemorando a data na Basílica Menor do Convento de São Francisco de Assis, em Havana Velha.

Se os habitantes de Gibara sofriam a angústia desesperadora que o terror das inundações provoca e o exasperante corte de luz, dentro do edifício encantador de arquitetura barroca localizado na parte antiga de Havana, "os príncipes herdeiros" da dinastia Castro, Alejandro, Nilsa e Mariela Castro Espín (filhos de Raúl); junto com Antonio, Alexis, Alex e Ángel Castro Soto del Valle, assim como Fidel Castro Díaz-Balart (filhos de Fidel), desfrutavam o frescor de mojitos muito bem preparados e a delícia encantadora de canapés de caviar, lulas e salmão com geleia de framboesa que, sobre uma fina camada de pão sem crosta, alegravam a cerimônia de abertura e despedida à apresentação de um par de livros intitulados "Fidel Castro e os Estados Unidos" e "Raúl Castro e nossa América".

Os primos, filhos dos dois poderosos Castro, juntos mas não sediciosos, cumprimentaram-se com amor e sentaram-se à distância.

Enquanto isso, como um casamento que, por certos interesses, divide a cama sem sexo, permitem-se festejar indiferentes e sem remorsos o destino que naquele exato momento suportavam os desafortunados que receberam os golpes do Irma.

Na verdade, eu não sabia que Raúl era capaz de reflexão; acreditava que refletir era uma bênção outorgada por mandato "divino" ao falecido Comandante-em-Chefe.

A apresentação do evento ficou sob a responsabilidade do doutor Eusebio Leal, e a compilação dos dados para a obra-prima, que já se configura como o próximo best-seller, por conta do astuto e temperamental coronel Abel Enrique González Santamaría que, diga-se de passagem, além de doutor em Ciências Políticas e vice-conselheiro da Comissão de Defesa e Segurança Nacional, vestia uma camisa cor verde-oliva light ou Sierra Maestra pálida.

Naturalmente, devemos nos vestir com a tonalidade apropriada aos dias em que um povo viu como o esforço de toda uma vida foi roubado em segundos pela força de um furacão.